Vistoria Prévia
Documente o estado do local antes de começar. Ninguém te cobra por dano que já existia.
Exemplo: você foi fazer uma faxina. A TV da sala já estava com a tela rachada antes de você chegar. Depois da faxina, o cliente diz que você quebrou e quer que você pague.
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Criar vistoria de riscoO que é vistoria prévia e quando usar
A Vistoria Prévia é o documento que registra o estado de um local ou objeto antes de um prestador começar a trabalhar nele — as condições encontradas, danos pré-existentes, riscos visíveis. Ela existe pra resolver um problema clássico de quem presta serviço em ambiente ou com equipamento de terceiros: você chega pra fazer uma faxina, um conserto, uma instalação, e um item já estava danificado antes de você tocar em qualquer coisa. Sem registro anterior, o cliente pode atribuir esse dano a você — e não existe forma fácil de provar o contrário depois que o serviço já terminou. A vistoria resolve isso registrando o estado do ambiente com data certa, antes de o trabalho começar.
É indicada pra faxineira, mudancista, técnico de informática, pintor e qualquer prestador que entra em contato com bens de terceiros durante o serviço — equipamentos eletrônicos, móveis, paredes, imóveis inteiros. O caso mais comum: uma TV com a tela já rachada antes da faxina começar, e o cliente cobrando o conserto depois como se o dano tivesse sido causado durante o serviço. Com a vistoria assinada por ambos antes de começar, esse tipo de cobrança indevida perde o fundamento — o estado anterior já está documentado.
Juridicamente, a responsabilidade civil exige nexo causal entre a conduta do prestador e o dano alegado (CC, arts. 186 e 927) — ou seja, só se pode cobrar de alguém por um dano que essa pessoa efetivamente causou. A vistoria é exatamente o que delimita esse nexo: ela define o que já existia antes e, por exclusão, o que não pode ser imputado ao prestador depois. Um ponto importante: as duas partes precisam assinar — sem a assinatura do cliente, o documento não tem validade jurídica, porque não há como comprovar que ele teve ciência e concordou com o estado registrado. Fotografias complementam bem a vistoria, principalmente quando enviadas por link público (Google Drive, Google Fotos), que preserva data e autoria de forma verificável — mais robusto como prova do que um print salvo no celular.
O que não pode faltar
- Cobranças por danos pré-existentes no local ou objeto
- Acusações de quebra ou risco durante o serviço
- Conflitos sobre o estado inicial do ambiente
O que protege cada parte
Prestador
Afasta responsabilidade por danos pré-existentes — delimita o nexo causal.
Cliente
Também tem registro do estado anterior, protegido caso o prestador negue danos que causou.
Validade jurídica
A responsabilidade civil exige nexo causal — a vistoria delimita o que é imputável ao prestador (CC, arts. 186 e 927). Ambas as partes assinam: sem a assinatura do cliente, o documento não tem validade jurídica. Fotografias com link público (Google Drive, Google Fotos) têm data e autoria verificáveis — complementam o aceite digital e fortalecem a prova.
Validade confirmada pelo STJ
O Superior Tribunal de Justiça consolidou (STJ, REsp 2.197.156/SP, 2026) que documentos eletrônicos assinados sem certificação ICP-Brasil têm plena validade entre particulares — exatamente a base da MP 2.200-2/2001, art. 10, §2º, que sustenta este documento.
Amparo jurídico
A base legal muda conforme o papel de cada parte na relação.
Prestador
Responsabilidade civil exige nexo causal — vistoria delimita o que é imputável ao prestador. CC art. 186 e 927.
Cliente
Responsabilidade objetiva do prestador pelo que ocorreu durante o serviço. CDC art. 14.
Plataforma
Registro prévio delimita nexo causal e é prova válida em juízo (CPC, arts. 369 e 441). Assinatura bilateral eletrônica (MP 2.200-2/2001, art. 10, §2º). Fotos com link público têm data e autoria verificáveis — maior peso probatório.
Perguntas frequentes
E se o cliente se recusar a assinar a vistoria?
Isso por si só já é um sinal de alerta. Você pode registrar a recusa e decidir se aceita o serviço. Sem assinatura, o documento não protege.
Posso usar foto do WhatsApp como prova complementar?
Sim. O wizard aceita o link das fotos — prefira links públicos verificáveis (Google Drive, Google Fotos) pois têm data e autoria rastreável, o que tem mais peso como prova do que screenshots salvos no celular.
Isso substitui um laudo técnico?
Não. Para equipamentos de alto valor ou imóveis, um laudo técnico assinado por profissional habilitado tem mais peso jurídico.
O ContratoZap é uma plataforma de facilitação documental e tecnologia de assinatura eletrônica — não presta consultoria jurídica individualizada. A responsabilidade pela exatidão das informações preenchidas é exclusivamente do usuário. Para situações de maior complexidade jurídica, consulte um advogado.